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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Esquema da felicidade

O esquema abaixo é uma tradução de um original em inglês. Será que é simples assim?



domingo, 15 de abril de 2012

Dor alheia

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Ontem, vi a dor personificada em um amigo querido que foi surpreendido – sem direito à despedida – com a partida definitiva de um de seus irmãos.

Por mais solidários, equilibrados e experientes que sejamos, nessas horas, nada do que falamos surte efeito ou serve de consolo. Anestesiados pelo sofrimento, os familiares do ente falecido limitam-se a tentar entender e justificar a sua morte, muitas vezes, culpando-se ou atribuindo culpas a outrem.

Realmente, não é fácil aceitá-la, embora saibamos que todos nós, mais cedo ou mais tarde, teremos um fim.

Para pessoas empáticas como eu, a dor alheia é contagiante – o que compromete a serenidade e a firmeza do apoio moral que um amigo deve oferecer. Por este motivo, esforço-me para não deixar transparecer certas emoções. Felizmente, sempre consigo ajudar mais do que atrapalhar.

O fato é que essas perdas são inevitáveis em determinados momentos de nossas vidas. Em virtude disto, precisamos aprender a superá-las – especialmente quando nos pegam de surpresa. Nessas ocasiões, manter o controle emocional e poder contar com um ombro amigo faz toda a diferença.


(Josselene Marques)

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Aposentar-se: sensação do dever cumprido


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Quando chega o dia da esperada aposentadoria, sentimentos opostos se confundem em nosso íntimo. A princípio, uma alegria enorme por termos, enfim, recebido oficialmente a declaração de que já cumprimos, totalmente, o compromisso assumido nos melhores anos da juventude. Logo em seguida, vem a tristeza de nos privarmos tanto da convivência diária com amigos conquistados e colegas de trabalho quanto do exercício da atividade profissional dignificante que, por décadas, garantiu nosso sustento e ocupou a maior parte do nosso tempo.



Nessa hora, em flashbacks, passa o filme de uma vida inteira de dedicação, renúncias, momentos bons, outros ruins, situações nas quais chegamos até a pôr em risco a nossa integridade física e/ou a própria vida para darmos o melhor de nós e atingirmos a excelência na proposta de trabalho que nos foi confiada. É quando tomamos a exata consciência do tamanho que a nossa parcela de contribuição teve para edificação da sociedade em que vivemos. Fazemos um balanço de quantas pessoas estiveram sob a nossa responsabilidade e do peso que a nossa postura e disposição para atendê-las tiveram em suas vidas.



Aposentadoria é apenas um período que conquistamos para nos cuidarmos mais, para estarmos mais presentes no seio da família, para estreitarmos laços de amizade que o tempo reduzido inviabilizou, para deixarmos de ser escravos do relógio; enfim, para seguirmos vivendo de forma desacelerada e fazermos o que tivermos vontade.



Apesar de lamentarem a ausência física da pessoa que se afasta, os que permanecem resignam-se, pois sabem que é algo benéfico e merecido. Há, inclusive, um detalhe que não deve ser esquecido: a pessoa que se aposenta apenas se desvincula de um contrato profissional. Ninguém se aposenta dos amigos e muito menos da profissão que abraçou.



Por isso, devemos nos alegrar, pois não perdemos o (a) amigo (a) ou o (a) colega de profissão – ele (a) poderá nos visitar quando desejar e sempre será muito bem-vindo (a) àquele que foi o seu local de trabalho e, com certeza, jamais sairá da sua memória e do seu coração.


Copyright © Josselene Marques

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Destino


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É consenso que, quando seguimos a ordem natural ditada pelo universo, estamos cumprindo o nosso destino. Realmente, em certas ocasiões, deparamo-nos com fatos de origem inexplicável e de consequências inevitáveis. Então, ficamos a nos perguntar o sobre o porquê de tais acontecimentos, alheios à nossa vontade, nos atingirem. Muitas pessoas tentam justificá-los atribuindo-lhes ao fatalismo, à maldição, à sorte ou à magia. Não seria o destino uma desculpa para os nossos malogros ou para as asneiras ou falhas que cometemos? Toda ação gera uma reação. Não vamos discutir aqui a terceira Lei de Newton, mas precisamos ter consciência de que tudo o que fazemos ou deixamos de fazer, um dia, terá uma “resposta”. Creio não ser necessário lutar contra o destino. Basta tentarmos nos antecipar a ele a fim de controlá-lo. Esteja ele escrito ou não, nossas escolhas poderão alterá-lo positiva ou negativamente. Nós podemos, sim, construir o nosso próprio futuro. Uma coisa é certa: mesmo irresolutos, desatentos ou passivos, jamais devemos deixar o destino nos comandar ou modificar a nossa natureza.

Copyright © 2008-2012 Josselene Marques

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Contrários - Pe. Fábio de Melo

Que tal refletir tendo como ponto de partida a mensagem desta bela letra? Você pode ver o vídeo clicando aqui.

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Só quem já provou a dor
Quem sofreu, se amargurou
Viu a cruz e a vida em tons reais
Quem no certo procurou
Mas no errado se perdeu
Precisou saber recomeçar


Só quem já perdeu na vida sabe o que é ganhar
Porque encontrou na derrota algum motivo pra lutar
E assim viu no outono a primavera
Descobriu que é no conflito que a vida faz crescer


Que o verso tem reverso
Que o direito tem um avesso
Que o de graça tem seu preço
Que a vida tem contrários
E a saudade é um lugar
Que só chega quem amou
E o ódio é uma forma tão estranha de amar


Que o perto tem distâncias
Que esquerdo tem direito
Que a resposta tem pergunta
E o problema solução
E que o amor começa aqui
No contrário que há em mim
E a sombra só existe quando brilha alguma luz.


Só quem soube duvidar
Pôde enfim acreditar
Viu sem ver e amou sem aprisionar
Quem no pouco se encontrou
Aprendeu multiplicar
Descobriu o dom de eternizar


Só quem perdoou na vida sabe o que é amar
Porque aprendeu que o amor só é amor
Se já provou alguma dor
E assim viu grandeza na miséria
Descobriu que é no limite
Que o amor pode nascer

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

29.09.11 - Pandoras atuais

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Tal qual Pandora, a cada dia, mais e mais pessoas liberam males. Não mais por curiosidade e nem de dentro de uma lendária caixa, mas, de forma acintosa, os arrancam de dentro de seus corações.

domingo, 28 de agosto de 2011

Molas mestras

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Efemeridade da vida terrenal,
Implacabilidade da morte certa,
Permanente insatisfação humana,
Molas mestras na interminável luta
Pela dilação de tempo do existir.
Copyright 2011© Josselene Marques
Todos os direitos reservados

sexta-feira, 29 de julho de 2011

29.07.11 - Resiliência

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“Que eu nunca mendigue paz para a minha dor, mas coração forte para dominá-la.”



(Rabindranath Tagore – contista, dramaturgo, crítico de arte hindu e o maior poeta moderno da Índia e o gênio mais criativo da renascença indiana.)

quarta-feira, 9 de março de 2011

Existência tortuosa

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Sua existência segue por rota tortuosa...
Não sabe a que veio e nem para onde vai.
Por vezes, deixa-se levar pela influência de seus pares,
Outras pela força do vento que mais lhe apraz.
Despreza todos que a amam, rejeita qualquer conselho.
Pobre criatura! Não desperdices o dom da vida
Em contendas e distrações que te tornam mais vazia.
Desperta! Cá entre nós, teu tempo é efêmero.
Cuida para que esta passagem não seja em vão.
Copyright 2011©Josselene Marques
Todos os direitos reservados

terça-feira, 8 de março de 2011

Mulher


Múltplas e simultâneas tarefas...
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Ser mulher é uma missão. Para cumpri-la ela nasceu dotada de capacidades e habilidades especiais que lhe permitem deter e conciliar, em seu ser, “atributos” contraditórios tais como força, fragilidade, resistência à dor, docilidade, ascendência, delicadeza, encanto, firmeza, insegurança, ingenuidade, malícia entre outros.


Com sua polivalência, consegue, em um mesmo dia, realizar múltiplas e simultâneas tarefas, e ainda arranja tempo, fôlego e inspiração para metamorfosear-se em muitas para realizar seus projetos, sonhos e fantasias.

Como se não bastassem tantos quefazeres, também é sua a responsabilidade de gestar e proteger vidas. Portanto, mulher, indiscutivelmente, você é um ente notável. Parabéns!


Copyright ©Josselene Marques
Todos os direitos reservados

domingo, 27 de fevereiro de 2011

O dia de amanhã

Viva um dia de cada vez...
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O DIA DE AMANHÃ
Por Josselene Marques

Comumente nos preocuparmos de maneira excessiva e, muitas vezes, até obsessiva com o dia de amanhã. Contudo, essa preocupação é vã e desnecessária, pois não podemos antecipar ou prever, com precisão, o futuro que nos espera. Os imprevistos são inevitáveis na maioria dos casos. Nem sempre o dia seguinte é tão sombrio ou alegre quanto imaginamos. Por isso, é mister esperar que ele chegue para podermos vivê-lo de fato. Se assim procedermos, estaremos evitando sofrer duplamente ou inutilmente.
Se tivermos fé e acreditarmos na existência de um Ser superior, que olha por nós, ficará bem mais fácil controlar a ansiedade. Só não podemos esquecer de que devemos fazer a nossa parte na construção desse futuro. Quanto ao resto, deixemos por conta da providência divina.

Vejo com tristeza algumas pessoas vazias, incrédulas e tão irremediavelmente apegadas ao dinheiro ao ponto de se esquecerem de viver, ocupadas que estão em aumentar suas posses. Na verdade, elas não mais administram seus próprios recursos financeiros, mas são manobradas por eles.

Durante a minha adolescência, tive o privilégio de conviver com uma pessoa muito sábia: a minha avó materna. Recordo-me que, certo dia, ao revelar-lhe as minhas inquietações, diante de algumas dificuldades, ela me disse: “Filha, não se preocupe tanto com o amanhã. Deus proverá. Tenha fé e viva o hoje. Um dia de cada vez.” Incrivelmente, após uma noite de sono, o dia renasceu trazendo novas possibilidades que me fizeram ver o quanto ela tinha razão.


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

domingo, 20 de fevereiro de 2011

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Vetustez

... Sua alma permanece jovem.
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Os anos deixaram marcas em seu rosto,
Mas sua alma continua linda e jovem.
Os anos apoderaram-se dos seus melhores momentos,
Porém saudosas lembranças permanecem presentes.
Os anos têm imposto limitações ao seu corpo,
Contudo, não degeneraram a sua vontade de viver.


Copyright 2011 © Josselene Marques
Todos os direitos reservados

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Sus!

Casal em comunhão com a natureza
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Vê! Que belo dia acaba de nascer...
O sol generoso está a iluminar
As mais diferentes formas de natureza;
Aspira! A moldura verde está a exalar vida;
Mira! Céu e mar vestidos de azul... Que encanto!
Procura sentir a presença do Criador
Em teu viver, ao teu redor.
Percebe que é chegada a hora

De acordar os sonhos adormecidos...
Não desperdiça bênçãos!
É tempo de recomeço... Vai à luta!
Vale a pena acreditares em tudo
Que possa te trazer felicidade.

*Sus [Do latim sus, ‘para cima’] – interjeição = Eia; coragem; ânimo.

Copyright 2011© Josselene Marques
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domingo, 2 de janeiro de 2011

02.01.11 - Uma questão de liberdade

Imagem: Google


Todos nós desejamos a liberdade de ser, pensar e agir,
Mas como obtê-la sem regras, normas e ditames infringir?

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

10.12.10 - Vida - Augusto Branco

"Já abracei pra proteger,
Já dei risada quando não podia..."
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Eis mais um texto para reflexão...
O de hoje é o poema “Vida” do escritor amazonense Augusto Branco.

Vida

Já perdoei erros quase imperdoáveis,
Tentei substituir pessoas insubstituíveis
E esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
Já me decepcionei com pessoas
Que eu nunca pensei que iriam me decepcionar,
Mas também já decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger,
Já dei risada quando não podia,
Fiz amigos eternos,
E amigos que eu nunca mais vi.

Amei e fui amado,
Mas também já fui rejeitado,
Fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
Já vivi de amor e fiz juras eternas,
- E quebrei a cara muitas vezes!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
Já liguei só para escutar uma voz,
Apaixonei-me por um sorriso,
Já pensei que fosse morrer de tanta saudade
E tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).

Mas vivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida.
E você também não deveria passar!

Viva!

Bom mesmo é ir à luta com determinação,
Abraçar a vida com paixão,
Perder com classe
E vencer com ousadia,
Porque o mundo pertence a quem se atreve
E a vida é "muito" para ser insignificante.

domingo, 21 de novembro de 2010

Dentro de mim...


The Raccoon Story by Bill Watterson
Clique na imagem para ampliá-la

Ao buscar pequenos textos para uma avaliação de língua inglesa, num golpe de sorte, deparei-me com uma tirinha e, ao lê-la, descobri uma frase cuja carga semântica chamou-me a atenção:
“I’m crying because out there he’s gone, but he’s not gone inside me.” (Eu estou chorando porque aqui fora ele se foi, mas ainda continua dentro de mim).
A uma frase como esta, podem ser atribuídas, facilmente, várias interpretações de significados bem distintos.
No contexto da tirinha (que ficou conhecida como "The Raccoon Story" ou “A história do quati", publicada em março de 1987), trata-se da morte de um quati ou coati – do tupi “nariz pontudo” (mamífero parecido com um guaxinim, encontrado desde os Estados Unidos até o norte da Argentina). O pequeno animal estava enfermo e foi encontrado por Calvin (um garoto hiperativo de seis anos de idade, personagem das histórias criadas por Bill Watterson). O menino o levou para casa, cuidou muito bem dele e, naturalmente, apegou-se, isto é, passou a amá-lo. Inconformado com a sua morte, expressa, verbalmente, a sua dor - diante do que é um grande mistério para os seres vivos - através dessa frase que emociona e faz refletir.
Fiquei a pensar: como sofremos durante a vida... Quantas perdas temos que suportar... Quantas renúncias nos são impostas... Quantos desejos e frustrações abrigamos em nosso mundo interior... C'est la vie!

Para ler a história completa, acesse o site Progressive Boink em 25 Great Calvin and Hobbes Strips. O texto original, em inglês, é “The Raccoon Story” (A história do quati).
http://progressiveboink.com/archive/calvinhobbes.htm



Copyright 2010 © Josselene Marques
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domingo, 10 de outubro de 2010

AMOR-PRÓPRIO

Falta de amor-próprio...
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Ontem à noite, fazendo um tour pelos canais de TV, detive-me em uma cena de filme na qual uma jovem implorava o amor de um homem que não a amava. Ela insistia e se humilhava, ignorando as tentativas que sua ‘vítima’ fazia para se desvencilhar. Confesso que achei a cena deprimente e tratei de mudar de canal. Como não encontrei nada que valesse sacrificar algumas horas de sono, resolvi me recolher. Enquanto me preparava para dormir, comecei a refletir sobre o amor-próprio. Penso que este deve ser o primeiro amor que devemos cultivar. Precisamos nos conhecer, aceitar e amar para podermos pleitear o amor de alguém.

Creio que a chave para a felicidade está dentro de nós. Não lograremos êxito se tentarmos transferir para outrem a responsabilidade de nos fazer felizes. Na melhor das hipóteses, outra pessoa poderá, apenas, contribuir para que tenhamos momentos extras de felicidade.

Em se tratando de relacionamentos amorosos, faz-se necessário resolver os conflitos e as situações pendentes, do passado ou do presente, para podermos pensar em investir num futuro com um novo amor. Caso contrário, jamais nos doaremos por inteiro ou encontraremos a paz de espírito.

Também devemos evitar algo bastante prejudicial em nossa vida: o fato de nos deixamos levar pela pressa irrefletida – a ansiedade, a imprudência e o imediatismo podem ter consequências desagradáveis. Quando agimos inadvertidamente, geralmente, pomos em risco a felicidade conquistada ou por conquistar.

Portanto, repensemos nosso modo de ser e agir. Procuremos, pois, adotar o certo e refutar o errado. Com esse proceder, sem dúvida, seremos bem mais felizes e amados e jamais precisaremos mendigar o amor de quem quer que seja.

Depois destas reflexões, cansei de pensar e olhei para o relógio. Constatei que faltava pouco para a meia-noite. Enfim, eu havia encontrado o sono e não gostaria de perdê-lo. Entretanto, ainda arranjei tempo para um último pensamento: rapidamente fiz uma prece e mergulhei no mundo dos sonhos.