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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

ESTUDAR PRA QUÊ?

ESTUDAR PRA QUÊ? 
©Josselene Marques

 Há mais de duas décadas exercendo o magistério, perdi a conta das vezes em que escutei esta frase: “estudar pra quê?” – geralmente proferida nos corredores escolares na semana que antecede a das tradicionais avaliações. Lamento que, em pleno século XXI, tal necessidade ainda seja questionada. Isto mesmo! Estudar é uma necessidade, por mais que você ache que já sabe o suficiente. Embora concorde com o popular “vivendo e aprendendo”, há que se estudar para ampliar e sistematizar esse aprender. 
  
Quem não estuda ou se recicla, estaciona, para no tempo e, literalmente, fica para trás. 

Não importa a sua área de atuação, para conquistar e manter um espaço digno na sociedade, não há investimento melhor que empregar parte de seu precioso tempo para adquirir conhecimentos à custa dos estudos. Então, especialize-se! Seja o melhor no que você faz e escolheu para a sua vida! Estudar continuamente lhe dá este “poder”.

Quem estuda enxerga, com nitidez, o mundo que o cerca e tem mais condições e argumentos para reivindicar seus direitos e lutar por eles. Na maioria dos países, salvo as raras exceções, estudar também potencializa significativas mudanças de status, tanto horizontais quanto verticais, principalmente nas sociedades modernas. 

Em síntese, o real papel dos estudos é nos preparar para vivermos bem e nos desenvolvermos socialmente, economicamente e culturalmente. Não é à toa que os mais velhos, do alto de sua sabedoria, costumam dizer: “o que você aprende estudando, ninguém poderá lhe tomar.”

É estudando que desenvolvemos a capacidade de observação e o senso crítico, a fim de identificarmos problemas e soluções e nos posicionarmos, fazendo as melhores escolhas para nós e para a coletividade – quem estuda se engaja naturalmente. 

PROVÁVEL DESTINO DE QUEM NÃO ESTUDA

Infelizmente, por diferentes razões, há quem rejeite os estudos e vá à escola apenas para se divertir e/ou tentar atrapalhar os estudos dos demais. No exercício de minha profissão, tenho me deparado com várias pessoas que adotaram esse tipo de comportamento. Também no decorrer desses anos, cheguei a reencontrar algumas delas. Incrivelmente, todas se disseram arrependidas – umas irremediavelmente acomodadas e outras tentando heroicamente correr atrás do prejuízo. Em se tratando destas últimas, torço para que, ao enfrentarem as dificuldades da vida, consigam amenizar as consequências de sua antiga indisposição para estudar. 

O QUE FAZER PARA GOSTAR DE ESTUDAR 

Afinal, quem não gostaria de, num futuro próximo, estar numa situação confortável, ser conhecido (a) e reconhecido (a) como pessoa de bem, excelente profissional e se sentir realizado (a)? Por experiência própria, eu lhe asseguro: para concretizarmos nossos sonhos/projetos, não há opção mais segura e eficaz que estudar. Além disso, ter bem definidos objetivos e metas a serem alcançados com este estudo lhe ajudará a manter o foco e a motivação que o mobilizarão. Como bem disse o político italiano Benito Mussolini, “é preciso impor a si mesmo algumas metas para se ter a coragem de alcançá-las.” 

Enfim, você precisa ter em mente que, ao optar por estudar, transformações ocorrerão em sua vida. Agora, tente antecipá-las mentalmente. Realizou? Então, que tal começar a ver a escola, os professores e os estudos com um novo olhar? Você somente terá a ganhar. Mãos à obra! 


Jovens e adultos do CEJA Professor Alfredo Simonetti

Idem.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Dia do Professor

O professor e o seu aluno devem
construir, juntos, o conhecimento.
Imagem do Google
"O professor se liga à eternidade. Ele nunca sabe quando cessa a sua influência."
(Henry Adams)

"O verdadeiro professor defende os seus alunos contra a sua própria influência."(Amos Alcott)

domingo, 8 de agosto de 2010

MENESTRÉIS NA 6ª FEIRA DO LIVRO DE MOSSORÓ

Joyce, Gabriel, Daniela e Jéssica
em sua performance no Circo da Luz,
durante a
6ª Feira do Livro de Mossoró

Neste domingo, na Estação das Artes, teremos o encerramento da 6ª Feira do Livro de Mossoró. A mesma teve início no terceiro dia do mês corrente.
Uma das principais atrações de hoje é a palestra do escritor João da Mata.
Valorizo bastante este evento, pois é uma das formas de adquirirmos alguns títulos (que dificilmente são encontrados nas livrarias locais), nos reciclarmos, além de mais uma oportunidade para revermos amigos, colegas de profissão e ex-alunos.
Na última sexta-feira, eu a estive visitando e encontrei muitas coisas boas e interessantes por lá. Dentre elas, destaco a performance do grupo “Os Menestréis” - formado por Gabriel, Jéssica, Joyce e Daniela. O quarteto pertence ao quadro de alunos da E. M. Senador Duarte Filho.


O competente e criativo
professor Hebert Menezes
apresentando
"Os Menestréis" no Circo da Luz

Sob a competente direção do professor Hebert Menezes, que também é autor do texto “Palavras” - especialmente escrito para esta apresentação -, os adolescentes mostraram todo o seu potencial interpretativo aos visitantes da feira. Estes ficaram encantados com o “profissionalismo” dos nossos pupilos, tanto no Circo da Luz quanto entre os estandes da feira.

O grupo Os Menestréis em apresentação
na 6ª Feira do Livro de Mossoró

A “trupe” tinha como principais objetivos incentivar à leitura e mostrar que livro impresso não perdeu - e jamais perderá - a sua importância, apesar da existência de diferentes e atrativas opções nesta era digital.
Daqui, divulgo o excelente trabalho de vocês e parabenizo a todos os que contribuíram para o êxito desses alunos-artistas.

domingo, 27 de junho de 2010

Viagem através da leitura

Mulher lendo...
Imagem do Google

O prazer de ler nos permite:
Viajar no tempo,
Reviver momentos inesquecíveis,
Montar, desmontar e recriar histórias.
Horas a fio, quedamos o olhar fixo
Em palavras, frases, períodos e páginas
Que se agrupam e servem de ponte e transporte
Para belos e incríveis devaneios...
Caminhamos, fazemos escalas;
Novamente, seguimos.
Atingimos terrenos que se deixam desbravar...
A emoção aflora...
Consentimos que a imaginação
Torne real, dentro de nós, o que almejamos.
Sorrimos, choramos, questionamos
Nesta inestimável, estimulante
E inesgotável oportunidade
De tentar decifrar o mundo.
Copyright © Josselene Marques
Todos os direitos reservados

sábado, 26 de junho de 2010

A educação

Adolescente, à mesa, demonstrando
falta de educação ao alimentar-se.
Imagem do Google

Neste sábado, eu compartilho esta citação com você:

" A educação é aquilo que sobrevive depois que tudo o que aprendemos foi esquecido."

(Burruhs Frederic Skinner)

Ao lê-la, fiquei a refletir sobre o destino de quem não teve o interesse ou a oportunidade de receber a educação.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

21.02.10 - Carnaval

Imagem: WEB


O Carnaval se foi e com ele mais um período de folia para muitos, de descanso ou trabalho para outros tantos e de reflexão para uma minoria.

Embora esta festa anual contribua para a perpetuação de uma tradição cultural, observo que ela também é reinventada, digamos, “atualizada”, a cada nova dança, nova música e novo ritmo criados. Penso que estas alterações descaracterizam bastante as suas raízes. Todavia, imagino que quem está brincando não vai ter tempo de parar para reflexionar sobre isto, não é mesmo?

É, pois, hora de recolher fantasias, máscaras e dizer adeus aos prazeres momescos e, no meu caso, ao privilégio de um final de semana prolongado no qual fiz de quase tudo um pouco - sem sair de casa - e, nem por isso deixei de me divertir e ter momentos felizes. Voltemos, então, à normalidade/realidade/rotina e iniciemos, de fato, o ano de 2010!


Copyright © 2010 – Josselene Marques
© Todos os Direitos Reservados

domingo, 26 de julho de 2009

JUBILEU DE OURO DA MINHA ESCOLA DO CORAÇÃO

Eu e minhas irmãs,
no Ensino Médio da EEJR
(Um desfile de 7 de setembro)
Foto: arquivo pessoal

Foto: Blog da escola


Ontem, 25.07.09, às 8h30min, no auditório Kiko Santos da Escola Estadual Jerônimo Rosado, foi realizada a abertura das festividades alusivas aos 50 anos de existência da mesma através de um ato ecumênico presidido pelo Padre Sátiro Cavalcanti Dantas e pelo Pastor Anselmo Rodrigues da Costa, auxiliados pelo missionário Julimar. Esteve presente um bom número de ex e atuais diretores, professores, funcionários e alunos.

Era patente a empolgação dos celebrantes – ambos com pelo menos duas décadas, de sua existência, dedicadas a este estabelecimento de ensino – e da professora e ex-diretora Maria Natália Bezerra da Costa ao relembrarem o que a escola representou para a educação de Mossoró.



Realmente não tem sido tarefa fácil manter em funcionamento, por cinco décadas, a segunda maior escola do estado, em estrutura física – que atualmente está desgastada e aguardando uma reforma ampla para setembro deste ano. Contudo, apesar dos entraves, ela é um exemplo de resistência por contar com o espírito de luta, persistência e superação de todas as pessoas que por lá têm passado. Uma prova disso é o período em que está sendo comemorado o seu jubileu de ouro. Na verdade, ele já aconteceu desde março e só agora a coordenadora das festividades, professora e presidente do Conselho Escolar Aldenora Gomes Barbosa, conseguiu os recursos necessários para dar início às comemorações, que constarão de um ato ecumênico, um livreto sobre os 50 anos de sua história, um seminário de educação, da criação do hino da escola, da realização do dia do abraço, da montagem de seu memorial, do encontro das gerações e dos campeonatos de xadrez e de diversas outras modalidades.
Fundada em 03.03.1959, no governo de Dinarte Mariz, com o nome de Instituto de Educação de Mossoró, posteriormente, modificado para Colégio Estadual de Mossoró, em seguida, Centro Educacional Jerônimo Rosado e, finalmente, Escola Estadual Jerônimo Rosado tem formado milhares de pessoas e centenas delas ocupam lugares de destaque na sociedade mossoroense: reitores de universidades, políticos, educadores, juristas, artistas, poetas e escritores entre outros nas mais diferentes áreas. Também já serviu de sede do governo estadual por duas vezes.
Em alguns períodos de sua história, não fosse pela ação do seu quadro de profissionais comprometidos, qualificados e experientes, provavelmente, já teria fechado as suas portas. Esperamos que, nesta fase de festejos, as autoridades e seus ex-alunos influentes olhem com mais carinho para este patrimônio educacional que, mesmo enfrentando dificuldades, continua oferecendo um ensino de qualidade e garantindo a aprovação de seus alunos em diversos concursos – só isto já justifica todo e qualquer investimento.


E.E. Jerônimo RosadoVisão da portariaFoto: Raul Pereira

Ao fazer este registro, não pude deixar de relembrar o tempo no qual tive o privilégio de fazer parte do seu corpo discente. Em suas espaçosas salas de aula, concluí os ensinos fundamental e médio. Em seus bancos escolares, aprendi e reforcei valores éticos, comecei a respeitar as diferenças, as pessoas em geral e, principalmente, os mais velhos, os pais e os professores. Outra coisa importante que lá me foi ensinada: o amor pela pátria. Todas as quintas-feiras, as professoras reuniam seus alunos, no pátio lateral da escola, para cantarem o Hino Nacional diante da Bandeira Nacional. Todos o sabiam de cor e eram orientados a manterem uma postura condizente com a ocasião (ficávamos enfileirados tal qual um exército em parada militar) e não dispensavam a mão no peito – em sinal de deferência. Eu tinha apenas sete anos, mas me lembro de um dia no qual estávamos em uma dessas “ordens unidas” e um coleguinha desmaiou exatamente no momento em que iniciávamos o canto da segunda parte do Hino Nacional. A pobre criança fora para a escola sem o seu desjejum e, com o calor e o sol forte, sofrera uma súbita vertigem. O que você imagina que aconteceu a seguir? Simplesmente, continuamos inertes - apenas cantando. Só após a conclusão do Hino, corremos para socorrê-lo. Depois de reanimado, ele foi levado à cantina e devidamente alimentado. Em poucos minutos, retornou à sala de aula totalmente recomposto para alívio de todos nós.



E.E. Jerônimo RosadoFoto: Blog da escola

Lamentavelmente, nos dias atuais, a realidade é bem diferente. Patriotismo para muitos é alienação e respeito é artigo de luxo. Na última Copa do Mundo eram poucos os jogadores que sabiam cantar o nosso Hino corretamente.Também sinto muita saudade dos desfiles cívicos nos dias 7 de setembro (Independência do Brasil) e 30 de setembro (Libertação dos Escravos em Mossoró). Eu e minhas irmãs sempre participávamos. Toda vez que escuto uma banda marcial são inevitáveis as lembranças daqueles tempos maravilhosos e que, infelizmente, não mais voltarão.


Eu aos 18 anos
Desfile em um 30 de setembro Foto: arquivo pessoal
Finalmente, quero parabenizar a todos aqueles que fizeram e fazem parte da bela história da minha/nossa escola do coração. Aproveito também para agradecer ao meu cunhado-irmão e professor, desta escola, José Bino de Oliveira. Como não pude comparecer ao evento, foi graças às informações colhidas junto a ele que tive condições de registrar este acontecimento histórico.


Copyright © 2009 – Josselene Marques
© Todos os Direitos Reservados


domingo, 1 de março de 2009

01.03.09 - Motivação para os estudos

Imagem disponível em: clickmensagens.com


A chegada do mês de março define, de fato, o início do ano letivo – tão desejado por uns (que já estavam ansiosos para utilizar o material escolar “novinho em folha”) e rejeitado por outros (que detestam estudar e gostariam que as férias fossem vitalícias).

Sempre na volta às aulas, pais e professores têm uma tarefa e uma preocupação em comum: motivar uma boa parte das crianças e dos adolescentes para os estudos.
Cada caso é um caso – é verdade -, mas há estratégias ou dicas que funcionam, a contento, na maioria deles:
Uma muito boa é tentar despertar a curiosidade deles sobre os assuntos a serem estudados. Estes, de preferência, devem estar relacionados ao seu cotidiano. Dificilmente, eles se sentirão desmotivados se estiverem familiarizados com o que vai ser tratado e aprofundado.
Outra dica: desde cedo, logo que alunos sejam alfabetizados, é essencial que seus cuidadores os incentivem a adquirir o hábito de leitura – dando o exemplo é mais fácil e a melhor maneira. Ler é a forma mais prática, rápida e econômica de se obter conhecimento além de ser fundamental para mantermos o cérebro em perfeito funcionamento. Engana-se quem pensa que somente o corpo precisa ser exercitado.
É interessante, também, fazer uma pausa para descanso, quando o estudante demonstrar sinais de cansaço.

Abaixo, quinze dicas da pedagoga Maria Ângela Barbato - professora da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica (PUC/SP) – para nos ajudarem a contornar e superar os entraves iniciais do ano letivo:

1. Fale sobre a importância de aprender;

2. Se ainda tiver, mostre seus cadernos de escola;

3. Se a criança não quiser fazer a lição, converse e descubra o motivo, já que pode ser por não ter entendido a matéria;

4. Estabeleça horários para estudar em casa. É importante que a garotada tenha tempo para brincar e fazer outras atividades que goste;

5. Escolha um ambiente tranquilo, sem barulho de televisão ou rádio, por exemplo. Assim, o seu filho fica mais concentrado;

6. Se ele não entender um exercício sobre desenho geométrico, por exemplo, busque objetos que estão ao seu redor para explicar;

7. Monte teatrinhos sobre os assuntos estudados ou acrescente músicas explicativas na hora de auxiliar na lição;

8. Faça experiências para mostrar, na prática, algum assunto que tenha aprendido na escola;

9. Não fique o tempo todo ao lado da criança, para que não se habitue a fazer a lição apenas na companhia dos pais;

10. Oriente seu filho sobre onde e como pode buscar informações sobre o assunto que tem de pesquisar. Mas deixe que ele se interesse e procure pelo tema sozinho;

11. Dê preferência, na hora da pesquisa, por sites, livros ou outros materiais de fácil entendimento e voltados para crianças;

12. Alerte para que a criança não copie o conteúdo da pesquisa, mas escreva o que entendeu;

13. Se possível, leve os filhos a museus ou a outros espaços educativos, principalmente aos com opções interativas, onde possam aprender de forma diferente e divertida;

14. Não estimule a memorização dos temas estudados. Peça sempre para explicar o que entendeu;

15. Se não souber responder a uma dúvida da criança, anote e transfira a questão para a professora.



Copyright © 2009 – Pura Inspiração
© Todos os Direitos Reservados


sábado, 31 de janeiro de 2009

31.01.09 - Apelo infantil


Pedro emblema milhões de crianças que
são vítimas de adultos despreparados.
Imagem WEB

Chamo-me Pedro. Tenho três anos. Vivo em um lar desajustado.
Sou um ser humano em fase de desenvolvimento
Físico, motor, psicológico, intelectual e social.
E, em virtude disto, uma criança frágil, inocente e dependente.
Ainda sou egocêntrico no pensar e nas atitudes,
Mas pretendo amadurecer – se houver cooperação e orientação por parte dos adultos.
Quero poder andar, correr, pular, saltar: viver.
Preciso sonhar, criar e ter lazer.
Necessito de estímulo para raciocinar e ser talentoso.
Pai, mãe, vovó, professora, por favor, lancem as bases da minha inteligência.
Em contrapartida, comprometo-me a ser um bom filho e um aluno respeitador e obediente.
Se bem cuidado, eu os recompensarei, no futuro, seguindo o caminho do bem.
Vejam: proteção não implica em proibições, censuras infundadas
Ou em anulação da minha criatividade – justifiquem os “nãos”.
Quero ter o direito de ficar triste, de chorar,
De manifestar minha ira, meu prazer ou minha afeição.
Peço apenas que me ensinem a controlar esses sentimentos.
De preferência, façam-no pelo exemplo que eu os imitarei.
Por favor, respeitem a minha forma de ser e agir.
Não importa onde eu esteja: em casa, na escola ou na rua,
Consintam a mim o direito de desenvolver-me – ajudem-me nas transições.
Careço de nutrição, acolhimento, atenção, carinho, compreensão: amor.
Por que não entendem que eu também sinto, penso e tenho querer?
Às vezes, sinto-me oprimido, injustiçado e humilhado
Por ser obrigado a suportar, submisso e em silêncio, arbitrariedades,
Impaciência, cólera, desajustes, negligência, privação de carinho e até agressões.
Percebo-me escravo de seus arbítrios e ansiedades.
Faço-lhes este apelo: não mais interfiram, negativamente, no meu desenvolvimento,
Pois os prejuízos e as sequelas poderão ser irreversíveis.
Informem-se e mudem ou aperfeiçoem o seu tratamento.
E, finalmente, enxerguem esta sua criança como um pequeno cidadão!
Copyright © 2009 – Pura Inspiração
© Todos os Direitos Reservados
Obs.: Eu escrevi este texto especialmente para ser lido no fechamento de um seminário, da disciplina de Psicologia da Criança e Aprendizagem, do meu curso de pós-graduação.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

01.01.09 - NOVA REFORMA ORTOGRÁFICA



Arte by Selene

De acordo com os dados da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), cerca de 240 milhões de pessoas serão atingidas pelas novas regras da ortografia implementadas na gramática do português – terceira língua ocidental mais falada, só perdendo para o inglês e o espanhol. Estas normas foram estabelecidas no acordo internacional, assinado em 1990, e entram em vigor a partir de hoje.


O referido acordo objetiva unificar a ortografia portuguesa, eliminando as regras divergentes entre o Brasil e os demais países cujo idioma oficial é a língua portuguesa tais como: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Há, portanto, duas ortografias distintas: a do português do Brasil e a do português de Portugal - seguida pelo restante dos integrantes da CPLP.


Provavelmente estas mudanças não chegarão a provocar transtornos para a maioria da população, pois a mesma terá um tempo razoável para a adaptação: até dezembro de 2012. Contudo, a partir de janeiro de 2013 somente será aceita a nova ortografia.
Já entre os professores, jornalistas, e os escritores em geral há, realmente, uma preocupação maior. Destes, certamente, será cobrada uma adaptação em tempo recorde, para que possam funcionar como colaboradores para agilizarem e levarem a efeito as mudanças no tocante aos demais habitantes destes países.


Apesar dos embargos de Portugal - que se julga o único dono da língua - quanto à adoção do novo acordo, este não deixará de acontecer. A partir do momento em que, aproximadamente, 200 milhões de brasileiros passarem a utilizar as novas regras, a permanência das antigas tornar-se-á inviável e, fatalmente, todos terão que adotá-las.


Vale salientar que este acordo jamais unificará a língua falada destes países. Até porque todos têm variações linguísticas próprias. O que precisa ficar claro é que a finalidade do acordo é unificar a ortografia e não a língua. Portanto, já que as mudanças são irreversíveis, sejamos mais tolerantes e menos preconceituosos e adiramos a elas!

Vejamos as principais mudanças:

HÍFEN

Emprego do hífen com prefixos
Regra básica
Sempre se usa o hífen diante de h:
anti-higiênico, super-homem.

Outros casos

Prefixo terminado em vogal:

Sem hífen diante de vogal diferente:
autoescola, antiaéreo.
Sem hífen diante de consoante diferente de r e s:
anteprojeto, semicírculo.
Sem hífen diante de r e s. Dobram-se essas letras:
antirracismo, antissocial, ultrassom.
Com hífen diante de mesma vogal:
contra-ataque, micro-ondas.


Prefixo terminado em consoante:

Com hífen diante de mesma consoante:
inter-regional, sub-bibliotecário.
Sem hífen diante de consoante diferente:
intermunicipal, supersônico.
Sem hífen diante de vogal:
interestadual, superinteressante

Observações:

1. Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r:
sub-região, sub-raça etc.
Palavras iniciadas por h perdem essa letra e juntam-se sem hífen:
subumano, subumanidade.
2. Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal:
circum-navegação, pan-americano etc.
3. O prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o:
coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante etc.
4. Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen:
vice-rei, vice-almirante etc.
5. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição, como:
girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista etc.
6. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen:
ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar, recém-casado, pós-graduação, pré-vestibular, pró-europeu.

TREMA

Deixará de existir, a não ser em nomes próprios e seus derivados como "Müller" e "mülleriano".
- Estará correto escrever "linguiça", "sequência", "frequência" e "quinquênio" ao invés de lingüiça, seqüência, freqüência e qüinqüênio.
Mas, lembre-se, a pronúncia não vai mudar.

ACENTO DIFERENCIAL

Não se usará mais para diferenciar: "pára" (verbo) de "para" (preposição), mas permanecem o do verbo pôr, para diferenciar da preposição por bem como os dos verbos ter e vir, para diferenciar as flexões das terceiras pessoas do singular e do plural.

ALFABETO

O alfabeto deixa de ter 23 letras para ter 26, com a incorporação das letras "k", "w" e "y". Isto regulariza o emprego das mesmas que, atualmente, são rejeitadas por alguns cartórios devido à sua origem estrangeira.

ACENTO CIRCUNFLEXO

- As paroxítonas terminadas em "o" duplo, por exemplo, não terão mais acento circunflexo. Ao invés de "abençôo", "enjôo" ou "vôo", os brasileiros terão que escrever "abençoo", "enjoo" e "voo".
- Não se usará mais o acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos "crer", "dar", "ler", "ver" e seus decorrentes, ficando correta a grafia "creem", "deem", "leem" e "veem" e nem em palavras terminadas em hiato.

ACENTO AGUDO
Não se usará mais:

- Nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com "u" tônico precedido de "g" ou "q" e seguido de "e" ou "i".
- Em palavras paroxítonas, com "i" ou "u" tônicos, quando precedidos de ditongo, perde-se o acento. Por exemplo, em feiúra, que passará a ser grafada “feiura”.
- Haverá eliminação do acento agudo nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como "assembléia", "idéia", "heróica" e "jibóia". O certo será assembleia, ideia, heroica e jiboia.

Obs.: Portugal quer manter o acento agudo no "e" e no "o" tônicos que antecedem m ou n, enquanto o Brasil quer continuar a usar circunflexo nessas palavras: académico/acadêmico, génio/gênio, fenómeno/fenômeno, bónus/bônus.


GRAFIA
No português lusitano:

Desaparecerão o "c" e o "p" de palavras em que essas letras não são pronunciadas como em "acção", "acto", "adopção" e "baptismo". O certo será ação, ato, adoção e batismo.
Será eliminado o "h" de palavras como "herva" e "húmido" que passarão a ser grafadas como no Brasil: “erva” e "úmido".


Copyright © 2009 Selene




Sites consultados: http://www.livrariamelhoramentos.com.br/Guia_Reforma_Ortografica_Melhoramentos.pdf
http://www.academia.org.br/
Acesso em 01.01.09.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Os primeiros professores do mundo



Imagem do Google

Hoje, l5 de outubro, é o Dia do Professor.


Estou aqui a refletir a razão pela qual nossa categoria é tão desvalorizada apesar de os professores, em sua maioria, estarem sempre buscando qualificar-se, atualizar-se, especializar-se, enfim, fazer o melhor pela sua profissão e pelo seu alunado. Observo, ainda, que esses profissionais fazem avaliação contínua de sua metodologia e que os técnicos em educação lhes fornecem parâmetros curriculares cada vez mais ampliados e diversificados. Então, por que não é valorizada sua importante missão de formar os cidadãos do futuro?
Para descobrir a razão, recorri à história. A pergunta lógica que fiz: quem foram os primeiros professores do mundo? E a história, prontamente, me respondeu: os sofistas. Esta era a denominação de um grupo de intelectuais, pensadores e cientistas que sistematizavam e transmitiam grande parte do conhecimento que, ainda, é estudado na atualidade. Eles eram conhecidos pela sua inteligência e alta habilidade de argumentação. Esses mestres itinerantes surgiram na Grécia por volta dos séculos IV e V a.C. e, em suas viagens, tentavam atrair jovens para oferecer-lhes educação e encaminhá-los na vida pública em troca de vultosa remuneração. A princípio, eles gozavam de grande prestígio social e eram respeitados por sua capacidade intelectual já que dominavam técnicas avançadas de discurso e conquistavam, facilmente, a adesão de seus ouvintes, embora, o que falavam nem sempre fosse verdade. Pregavam, por exemplo, que a verdade surgia a partir do consenso entre os homens. À medida que se destacavam, defrontavam-se com opositores intransigentes, como Sócrates, que discordavam de sua prática e de suas idéias. Enquanto Sócrates induzia seus discípulos a questionarem, os sofistas ensinavam aos seus alunos ideologias para manobrar o povo. Os sofistas tiveram grande influência na política grega e, por este motivo, foram perseguidos, ameaçados e alguns até assassinados. Protágoras, o principal deles, foi acusado de ateísta e teve seus livros queimados em praça pública. Sua visão democrata relativista se opunha à verdade universal defendida por Platão e Aristóteles. Em consequência dessas perseguições, toda referência aos sofistas passou a ser feita de modo depreciativo. Para agravar mais a situação, infiltraram-se entre eles charlatães, sem escrúpulos, cobiçosos de conquistar fama e riqueza. Estes ensinavam aos seus discípulos, unicamente, a arte de vencer seus adversários e pregavam que para levar vantagem não é necessário justiça e retidão, mas prudência e habilidade. Desta forma, por séculos, as pessoas que transmitiam o conhecimento passaram a ser vistas com desconfiança ou reserva. As implacáveis críticas dos filósofos fizeram com que eles fossem considerados meros comerciantes do saber. Somente a partir do século XIX, o filósofo alemão Hegel (1770-1831) reavaliou as idéias dos sofistas e as considerou como um estágio relevante para a evolução do pensamento grego.
Diante de tudo o que a história me revelou, concluí que a má fama dos sofistas se perpetuou e acabou atingindo os professores através dos tempos. Por mais que se esmerem e sejam necessários, a sociedade os vê como pessoas que oferecem “perigo”, pois detêm o conhecimento e o poder de formar e reformar mentes e, dependendo da forma como as manipulem, poderão comprometer a “ordem” imposta pelos investidos de autoridade e aceita pelos acomodados, ingênuos, alienados e ignorantes. Que esta constatação não nos desestimule e sim nos faça ter cada vez mais consciência do importante papel que temos e desempenhamos para promover a transformação do mundo em um lugar melhor e mais justo.
Copyright © 2008 Josselene Marques