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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Tia de Berna...

Atendendo a um pedido da amiga Berna, publico este texto, escrito por Juliana, em homenagem à sua Tia Alzira. Tive o privilégio de conhecer esta pessoa ímpar em minha adolescência e de revê-la, algumas poucas vezes, na idade adulta. É com prazer que lhe prestamos esta homenagem póstuma.

Alzira - um ser humano raro que nasceu para servir.

"Tia Alzira

Falar um pouco sobre ela é uma tarefa difícil porque ainda não conseguimos nos acostumar com a ideia de sua partida, afinal para aqueles que amamos, o tempo nunca é suficiente, nos faz pensar que o fio que a vida tece sempre nos dará uma nova oportunidade.

Mas não quero falar num tom solene, nem com palavras de pesar, porque falar de Tia Alzira é falar de alegria de viver, é falar da vontade de ainda realizar muitas coisas, é falar da persistência e de uma luta de uma vida inteira...

Menina nascida num interior simples, família humilde, aprendeu a ler sozinha com a ajuda da antiga cartilha de ABC, frequentou a escola, pela primeira, vez aos onze anos. Aprendeu seu ofício de costureira fazendo vestidos para suas antigas bonecas, depois suas criações foram ganhando o gosto da família, da vizinhança e logo se tornaram referência como as costuras mais bem feitas da cidade.

Enquanto moça, tinha a fama de ser a mais bela do lugar. Nunca teve vaidade, nem batom nos lábios, mas sempre teve a vontade de ser independente. Pensava um pouco diferente das moças de sua época...

Na sua juventude, tomou para si a responsabilidade de criar sua sobrinha Bernadete. Na verdade, ali, ela assumia seu papel de mãe. Criou-a com amor e carinho imensos. Mais tarde, juntou-se a elas seu outro sobrinho: Aluísio. A experiência de ser mãe foi levada com tanto afinco que pensando no futuro deles, para que tivessem a oportunidade que ela, até então, não tivera, encorajou-se, mesmo debaixo de críticas e preconceitos dos mais antigos, e mudou-se para uma cidade maior, reconstruindo sua vida lá através de muito esforço e tirando seu sustento da sua arte de costurar. Conseguiu concluir o segundo grau. E através da batalha diária foi vendo seus filhos-sobrinhos ficarem jovens. Na adolescência, sua outra sobrinha Georgete veio para a sua companhia, estreitando outro grande laço de afeto.

Essa nova cidade trouxera dificuldades, perdas, alegrias, amigos, conquistas. Trouxe a certeza de que ela tinha tomado a decisão correta, quando partiu para enfrentar uma nova perspectiva de vida, pois seus filhos-sobrinhos já começavam a caminhar na vida com suas próprias pernas. Aluísio foi tentar a vida no Rio de Janeiro e, mais tarde, devido ao seu trabalho, Bernadete mudou-se para Natal... Tempos depois, Dona Alzira, assim chamada por muitos, veio recomeçar a vida nessa nova terra.

Acredito que Deus dá, a cada um de nós, um dom único. À Tia Alzira, Ele presenteou com um talento brilhante para a costura. As peças feitas por ela sempre foram marcadas pela perfeição. Tudo que ela fazia era com uma dedicação e um amor notáveis.

Desde jovem, teve o sonho de possuir um espaço para tudo o que pudesse criar. Graças à bondade de Deus, agora na velhice, teve o prazer de ver seu sonho concretizado. E nós a oportunidade de encher os olhos com a beleza de suas criações. Tia era, de fato, uma artista.

Tenho muito que agradecer por ter compartilhado desse sonho com ela. Através dele cresci muito como pessoa. E sei que foi a herança mais bela que ela podia ter me deixado. Quando olho cada vestido, consigo ver neles tudo que ela representa para nós...

No entardecer da sua vida, descobriu a paixão por seus gatinhos. Sempre cuidou deles como se fossem crianças.

Em ocasião de seu sepultamento, as palavras de minha prima Edma me fizeram refletir: “Tia foi, de fato, uma pessoa que veio ao mundo para servir.”

Nunca se colocou em primeiro plano. Suas ações sempre se voltaram para o bem-estar de todos, sua jornada sempre foi para que seus filhos-sobrinhos tivessem as oportunidades que ela não teve.
Tia passou por muitas batalhas, por problemas de saúde, mas sempre com uma dignidade inabalável e uma vontade imensa de viver.

Foi uma pessoa que fez muita diferença em nossa vida, e eu sei que cada um tem por ela grande admiração e respeito e, acima de tudo, cada um sabe, em seu íntimo, o que a sua presença significava. Jamais quero lembrar-me dela com tristeza -  não combina com a sua imagem, pois tia sempre foi uma celebrante da vida e assim permanecerá em nossos corações.
A senhora foi muito amada.
Esteja sempre em paz no Paraíso ofertado por Deus.

25 de novembro - lembramos com carinho desta data. Não temos mais sua presença terrena, mas temos a certeza de que, junto a Deus, olha por todos nós.
Juliana."

terça-feira, 8 de março de 2011

Mulher


Múltplas e simultâneas tarefas...
Imagem do Google
Ser mulher é uma missão. Para cumpri-la ela nasceu dotada de capacidades e habilidades especiais que lhe permitem deter e conciliar, em seu ser, “atributos” contraditórios tais como força, fragilidade, resistência à dor, docilidade, ascendência, delicadeza, encanto, firmeza, insegurança, ingenuidade, malícia entre outros.


Com sua polivalência, consegue, em um mesmo dia, realizar múltiplas e simultâneas tarefas, e ainda arranja tempo, fôlego e inspiração para metamorfosear-se em muitas para realizar seus projetos, sonhos e fantasias.

Como se não bastassem tantos quefazeres, também é sua a responsabilidade de gestar e proteger vidas. Portanto, mulher, indiscutivelmente, você é um ente notável. Parabéns!


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sábado, 18 de abril de 2009

Um novo olhar, um novo ser e um novo fazer

Imagem: WEB

Hoje, concluí mais uma especialização. Em nome de minha turma, escrevi o texto abaixo, especialmente, para ser lido na confraternização de encerramento do Curso. Na verdade, é uma forma simples, mas sincera, de agradecer e reconhecer a generosidade dos professores por haverem dividido conosco o seu saber.


Era 8 de março de 2008. Há exatamente 405 dias, iniciava mais uma turma de pós-graduação em Psicologia Escolar e da Aprendizagem na FIP/Mossoró. Hoje, 18 de abril de 2009, concluímos mais uma etapa de nossas vidas.

Um flashback nos faz recordar o nosso primeiro dia de aula: vemos a psicopedagoga Bernadete Holanda Gomes entrando, em sala de aula, e nos cumprimentando com um efusivo “Bom diiiiia”. Lembramo-nos de que começamos com força total, pois nos deixamos contagiar pela energia positiva de nossa primeira professora. No decorrer dos sábados, a ela seguiram-se: a psicóloga Bianca Valente de Medeiros com sua serenidade e segurança; o professor-cronista-poeta Raimundo Antonio de Souza Lopes com seu dinamismo e sua sensibilidade; a simpática professora-doutora Karidja Kalliany Carlos de Freitas Moura, conteudista e orientadora de todos nós; a conceituada professora Ana Gabriela de Souza Seal que nos motivou, sobremaneira, com seu entusiasmo pela leitura; a professora Janete Monteiro de Souza que nos fez refletir sobre a nossa postura ética diante dos desafios da vida e, em especial, da profissão; o doutor Dauri Lima do Nascimento que, com muita propriedade, nos fez entender cada fase do desenvolvimento do ser humano e, finalmente, Meyre-Ester Barbosa de Oliveira que, com sua tranquilidade e seu excelente background, realizou o remate de tudo o que estudamos. Não podemos esquecer de mencionar a dupla dinâmica formada por Leila e Sandra. Elas foram as responsáveis pela seleção do corpo docente e dos demais funcionários - essenciais para que tudo funcionasse a contento. O agradecimento e o reconhecimento vão para todos vocês que contribuíram para levarmos a efeito a nossa pós-graduação.

Continuando o balanço desses treze meses, podemos dizer que aprendemos bastante, crescemos muito e o conhecimento adquirido já começa a fazer a diferença - facilitando a nossa vida no trabalho e fora dele. Contudo, precisamos continuar estudando, nos aprofundando, nos atualizando para fazermos jus ao diploma e ao título que iremos receber.

Esse novo olhar, sob a luz da Psicologia, nos transmudou em novos seres bem mais conscientes e preparados para entender o semelhante e interagir com ele – otimizando o nosso fazer. Todavia, nosso principal alvo são os pequenos cidadãos que temos a responsabilidade de formar ou transformar.

Não há como negar - é fato: já não somos mais os mesmos – conseguimos -, somos especialistas! Parabéns para nós!
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