Imagem: WEB
Há pouco mais de uma dezena de meses, em uma aconchegante cidade interiorana, o destino apresentou dois jovens, oriundos de localidades distintas. A afinidade e o interesse entre eles foram instantâneos. Apaixonaram-se. De fato, formavam um belo casal. Completavam-se. Todavia, suas famílias não permitiam seu relacionamento. Sem dúvida, jamais veriam este romance com bons olhos. Diariamente, os dois eram obrigados a disfarçar suas emoções e sentimentos. Encontravam-se em um esconderijo. Sua correspondência era lacrada a sete selos como os antigos testamentos romanos da Idade Média. Com regularidade, eles trocavam mensagens criptografadas. Eram inúmeros os recados sigilosos enviados em códigos, entrelinhas e olhares significativos. Seus cérebros acumulavam enigmas, que só eles eram capazes de fazer a decifragem. Não confiavam em mais ninguém. Eram os únicos detentores dos próprios segredos. Em função disto, fez-se necessário construir uma linguagem e um mundo só deles, como única forma de viverem, concreta e secretamente, o seu amor. E eles conseguiram tal proeza, por um bom tempo. Até que, lamentavelmente, chegou o dia em que um deles teve que partir. A realidade os separou e o sonho acabou. Os pais do jovem não queriam correr riscos. Logo ele atingiria a maioridade. Decidiram levá-lo para longe. Seu filho não poderia unir-se àquela linda moça. O motivo? Ele era judeu e ela, cristã. Ainda hoje, apesar da distância, o sublime sentimento ainda habita em seus corações. Triste fim para este amor sem fim.
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