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sábado, 16 de outubro de 2010

O ÚLTIMO ABRAÇO

O último abraço
Imagem do Google



O ÚLTIMO ABRAÇO



Ele leu em seus olhos a triste realidade: infelizmente, não a veria mais. Teria que sufocar o seu amor. Ela precisava renunciar ao sonho de uma vida a dois, partir, esquecê-lo.


Não houve choro, cobranças ou discussão. Simplesmente, ela lhe lançou um sorriso triste. Com um longo abraço selou a despedida. Seguiu seu destino, sem olhar para trás.


Olhar fixo em sua silhueta, que se afastava a passos firmes, ele relembrava sua breve história juntos e a cena do último abraço.

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domingo, 22 de agosto de 2010

22.08.10 - Missão terrestre

Anjo solitário praticando o bem...
Imagem: Googl
e

O acaso fez com que dois anjos soubessem da existência um do outro. Entre milhões de rostos, eles descobriram-se. Tal foi a empatia que pareciam conhecer-se de longa data, mas apenas entreviram-se. Seus olhares registrados revelaram desejos; alimentaram fantasias; fizeram promessas. Entretanto, um duro encargo lhes exigiu que renunciassem aos seus sonhos. Imbuídas de fé, suas almas virtuosas aprenderam a entrar em sintonia e cruzar pensamentos. Seus espíritos solidários, mesmo em extremidades opostas, decidiram continuar lutando pelas mesmas causas: contra injustiças e violências de toda a espécie. Separados pelo destino e pela distância, na incompletude, vivem um eterno servir, à espera de uma oportunidade para trabalharem juntos nesta missão terrestre.

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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

28.12.09 - Amor a sete chaves

Imagem: WEB


Há pouco mais de uma dezena de meses, em uma aconchegante cidade interiorana, o destino apresentou dois jovens, oriundos de localidades distintas. A afinidade e o interesse entre eles foram instantâneos. Apaixonaram-se. De fato, formavam um belo casal. Completavam-se. Todavia, suas famílias não permitiam seu relacionamento. Sem dúvida, jamais veriam este romance com bons olhos. Diariamente, os dois eram obrigados a disfarçar suas emoções e sentimentos. Encontravam-se em um esconderijo. Sua correspondência era lacrada a sete selos como os antigos testamentos romanos da Idade Média. Com regularidade, eles trocavam mensagens criptografadas. Eram inúmeros os recados sigilosos enviados em códigos, entrelinhas e olhares significativos. Seus cérebros acumulavam enigmas, que só eles eram capazes de fazer a decifragem. Não confiavam em mais ninguém. Eram os únicos detentores dos próprios segredos. Em função disto, fez-se necessário construir uma linguagem e um mundo só deles, como única forma de viverem, concreta e secretamente, o seu amor. E eles conseguiram tal proeza, por um bom tempo. Até que, lamentavelmente, chegou o dia em que um deles teve que partir. A realidade os separou e o sonho acabou. Os pais do jovem não queriam correr riscos. Logo ele atingiria a maioridade. Decidiram levá-lo para longe. Seu filho não poderia unir-se àquela linda moça. O motivo? Ele era judeu e ela, cristã. Ainda hoje, apesar da distância, o sublime sentimento ainda habita em seus corações. Triste fim para este amor sem fim.


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