Acróstico - um presente poético, da minha amiga Ângela Rodrigues Gurgel, pela passagem do meu aniversário.
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domingo, 3 de agosto de 2014
PRESENTE DE ANIVERSÁRIO
Acróstico - um presente poético, da minha amiga Ângela Rodrigues Gurgel, pela passagem do meu aniversário.
sábado, 14 de junho de 2014
ANTOLOGIA "MOSSORÓ E TIBAU EM VERSOS"
No final deste mês, terei o prazer e o privilégio de ver um de meus poemas lançados nesta antologia.
domingo, 2 de fevereiro de 2014
De versos...
“Guarda estes versos que
escrevi chorando como um alívio a minha saudade, como um dever do meu amor; e
quando houver em ti um eco de saudade, beija estes versos que escrevi chorando.”
(Machado de Assis)
domingo, 28 de abril de 2013
Os olhos - Catullo da Paixão Cearense
Embora seja filho de um cearense e carregue este termo como sobrenome, o autor desses versos não nasceu no Ceará – ele é natural de São Luís do Maranhão.
Catullo foi um poeta, músico e compositor brasileiro.
Sua mais famosa composição é Luar do Sertão, em parceria com João Pernambuco.
Também foi o responsável pela reabilitação do violão nos salões da alta sociedade carioca e pela reforma da modinha.
sábado, 16 de março de 2013
Os Estatutos do Homem (Ato Institucional Permanente)
| Eu, o poeta Thiago de Mello e a minha mestra Selma Bedaque |
Ontem, tive o privilégio de conhecer pessoalmente o autor destes versos.
Os Estatutos do Homem (Ato Institucional Permanente)
(A Carlos Heitor Cony)
Thiago de Mello
Artigo I
Fica decretado que agora vale a verdade.
agora vale a vida,
e de mãos dadas,
marcharemos todos pela vida verdadeira.
Artigo II
Fica decretado que todos os dias da semana,
inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
têm direito a converter-se em manhãs de domingo.
Artigo III
Fica decretado que, a partir deste instante,
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra;
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
abertas para o verde onde cresce a esperança.
Artigo IV
Fica decretado que o homem
não precisará nunca mais
duvidar do homem.
Que o homem confiará no homem
como a palmeira confia no vento,
como o vento confia no ar,
como o ar confia no campo azul do céu.
Parágrafo único:
O homem, confiará no homem
como um menino confia em outro menino.
Artigo V
Fica decretado que os homens
estão livres do jugo da mentira.
Nunca mais será preciso usar
a couraça do silêncio
nem a armadura de palavras.
O homem se sentará à mesa
com seu olhar limpo
porque a verdade passará a ser servida
antes da sobremesa.
Artigo VI
Fica estabelecida, durante dez séculos,
a prática sonhada pelo profeta Isaías,
e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.
Artigo VII
Por decreto irrevogável fica estabelecido
o reinado permanente da justiça e da claridade,
e a alegria será uma bandeira generosa
para sempre desfraldada na alma do povo.
Artigo VIII
Fica decretado que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama
e saber que é a água
que dá à planta o milagre da flor.
Artigo IX
Fica permitido que o pão de cada dia
tenha no homem o sinal de seu suor.
Mas que sobretudo tenha
sempre o quente sabor da ternura.
Artigo X
Fica permitido a qualquer pessoa,
qualquer hora da vida,
uso do traje branco.
Artigo XI
Fica decretado, por definição,
que o homem é um animal que ama
e que por isso é belo,
muito mais belo que a estrela da manhã.
Artigo XII
Decreta-se que nada será obrigado
nem proibido,
tudo será permitido,
inclusive brincar com os rinocerontes
e caminhar pelas tardes
com uma imensa begônia na lapela.
Parágrafo único:
Só uma coisa fica proibida:
amar sem amor.
Artigo XIII
Fica decretado que o dinheiro
não poderá nunca mais comprar
o sol das manhãs vindouras.
Expulso do grande baú do medo,
o dinheiro se transformará em uma espada fraternal
para defender o direito de cantar
e a festa do dia que chegou.
Artigo Final.
Fica proibido o uso da palavra liberdade,
a qual será suprimida dos dicionários
e do pântano enganoso das bocas.
A partir deste instante
a liberdade será algo vivo e transparente
como um fogo ou um rio,
e a sua morada será sempre
o coração do homem.
Santiago do Chile, abril de 1964
Fica decretado que agora vale a verdade.
agora vale a vida,
e de mãos dadas,
marcharemos todos pela vida verdadeira.
Artigo II
Fica decretado que todos os dias da semana,
inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
têm direito a converter-se em manhãs de domingo.
Artigo III
Fica decretado que, a partir deste instante,
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra;
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
abertas para o verde onde cresce a esperança.
Artigo IV
Fica decretado que o homem
não precisará nunca mais
duvidar do homem.
Que o homem confiará no homem
como a palmeira confia no vento,
como o vento confia no ar,
como o ar confia no campo azul do céu.
Parágrafo único:
O homem, confiará no homem
como um menino confia em outro menino.
Artigo V
Fica decretado que os homens
estão livres do jugo da mentira.
Nunca mais será preciso usar
a couraça do silêncio
nem a armadura de palavras.
O homem se sentará à mesa
com seu olhar limpo
porque a verdade passará a ser servida
antes da sobremesa.
Artigo VI
Fica estabelecida, durante dez séculos,
a prática sonhada pelo profeta Isaías,
e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.
Artigo VII
Por decreto irrevogável fica estabelecido
o reinado permanente da justiça e da claridade,
e a alegria será uma bandeira generosa
para sempre desfraldada na alma do povo.
Artigo VIII
Fica decretado que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama
e saber que é a água
que dá à planta o milagre da flor.
Artigo IX
Fica permitido que o pão de cada dia
tenha no homem o sinal de seu suor.
Mas que sobretudo tenha
sempre o quente sabor da ternura.
Artigo X
Fica permitido a qualquer pessoa,
qualquer hora da vida,
uso do traje branco.
Artigo XI
Fica decretado, por definição,
que o homem é um animal que ama
e que por isso é belo,
muito mais belo que a estrela da manhã.
Artigo XII
Decreta-se que nada será obrigado
nem proibido,
tudo será permitido,
inclusive brincar com os rinocerontes
e caminhar pelas tardes
com uma imensa begônia na lapela.
Parágrafo único:
Só uma coisa fica proibida:
amar sem amor.
Artigo XIII
Fica decretado que o dinheiro
não poderá nunca mais comprar
o sol das manhãs vindouras.
Expulso do grande baú do medo,
o dinheiro se transformará em uma espada fraternal
para defender o direito de cantar
e a festa do dia que chegou.
Artigo Final.
Fica proibido o uso da palavra liberdade,
a qual será suprimida dos dicionários
e do pântano enganoso das bocas.
A partir deste instante
a liberdade será algo vivo e transparente
como um fogo ou um rio,
e a sua morada será sempre
o coração do homem.
Santiago do Chile, abril de 1964
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Cecília Meirelles / Canção
![]() |
| Google Images |
Quero um dia para chorar.
Mas a vida vai tão depressa!
- e é preciso deixar contida
a tristeza, para que a vida,
que acaba quando mal começa,
tenha tempo de se acabar.
Não quero amor, não quero amar...
Não quero promessa
nem mesmo pra ser cumprida.
Não quero esperança partida,
nem nada de quanto regressa.
Quero um dia pra chorar.
Quero um dia para chorar.
Dia de desprender-me dessa
aventura mal-entendida
sobre os espelhos sem saída
em que jaz minha face impressa.
Chorar sem protesto. Chorar.
Cecília Meirelles
Livro: Mar Absoluto/ Retrato Natural
Ed.Nova Fronteira, 1983, p.269
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Palavra adormecida
Ilustração do pintor português Jaime Martins Barata
“Certa palavra dorme na sombra
De um livro raro.
Como desencantá-la?
É a senha da vida
A senha do mundo.
Vou procurá-la.”
[Carlos Drummond de Andrade]
sábado, 25 de agosto de 2012
Pessoas que marcam para sempre
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"Há pessoas que nos falam e nem as escutamos;
Há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam.
Mas há pessoas que, simplesmente, aparecem em nossa vida...
E que marcam para sempre..."
Há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam.
Mas há pessoas que, simplesmente, aparecem em nossa vida...
E que marcam para sempre..."
(Clarice Lispector)
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Mãe...
Abaixo, o poema "Mãe..." que me foi enviado pela amiga professora Lenice Bernardo. Ela o escreveu especialmente para ser publicado neste período que antecede o Dia das Mães (13/05).
Mãe em perfeita interação com seu filho
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Mãe...
Mulher de coração puro e nobre,
Mulher forte e guerreira,
Batalhadora e, às vezes, até sofredora.
Mulher sensível,
Mulher amorosa,
Mulher cheia de sonhos, encantos e esperanças.
Mulher que vai em frente,
Mãe que luta,
Mulher capaz de tudo superar.
Mãe que, apesar de tudo ser escuro ao seu redor, é capaz de buscar e encontrar a luz.
Mãe mulher que está sempre de braços abertos para de um tudo carregar: dores, alegrias, encantos e desencantos.
Mãe... presente de um Pai de amor e bondade.
Mulher ... certeza plena de que, em qualquer dificuldade, há sempre um Deus pai para acolher, fortalecer, iluminar e até mesmo em seus braços nos carregar.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Ler é...
Meninas lendo no parque
do pintor pós-impressionista Henri Lebasque (França, 1865-1937)
Óleo sobre tela
Desabotoar vontades
Mapear dúvidas
Instigar os olhos adiante do que se vê
Perguntar respostas adormecidas
Responder perguntas escondidas
Desacomodar certezas
Empurrar limites do saber
Alterar horizontes da utopia pessoal
Soprar o pó dos sonhos
Cruzar fronteiras do conhecimento
Desvelar segredos da aventura humana
Alavancar novos entendimentos
Dar lucidez à pluralidade das emoções
Desviar das pedras no meio do caminho
Dar vozes ao silêncio
Inventar caras para os desejos
Vestir de palavras as ideias dormidas
Desejar-se uma pessoa feliz
(Edson Gabriel Garcia)
Fonte: Subsídio encartado no Jornal Mundo Jovem de incentivo à leitura e à escrita - nº 5 - p. 4 (Novembro de 2011 ano 1, número 5)
quinta-feira, 8 de março de 2012
Utopia
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"A utopia está lá no horizonte.
Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos.
Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos.
Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei.
Para que serve a utopia?
Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar."
(Eduardo Galeano)
domingo, 16 de outubro de 2011
sábado, 11 de junho de 2011
11.06.11 - Convite
Poesia
é brincar com as palavras
como se brinca
com a bola, papagaio, pião.
Só que
bola, papagaio, pião
de tanto brincar
se gastam.
As palavras não:
quanto mais se brinca
com elas
mais novas ficam.
Como água do rio
que é água sempre nova.
Como cada dia
que é sempre um novo dia.
Vamos brincar de poesia?
PAES, José Paulo. Poemas para brincar. São Paulo: Ática, 1998.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
19.05.11 - Saudade
[...]
Enfim, saudade é chorar
Fingindo que pode esquecer...
Mas sabendo na verdade
Que essa tal de saudade
Mata sem o amor morrer.
Valterlan Cordeiro dos Santos, 21, cortador de cana.
Disponível em: http://sitedepoesias.com/poesias/19274
Acesso em:19.05.2011.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
10.12.10 - Vida - Augusto Branco
Eis mais um texto para reflexão...
O de hoje é o poema “Vida” do escritor amazonense Augusto Branco.
Vida
Já perdoei erros quase imperdoáveis,
Tentei substituir pessoas insubstituíveis
E esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso,
Já me decepcionei com pessoas
Que eu nunca pensei que iriam me decepcionar,
Mas também já decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger,
Já dei risada quando não podia,
Fiz amigos eternos,
E amigos que eu nunca mais vi.
Amei e fui amado,
Mas também já fui rejeitado,
Fui amado e não amei.
Já gritei e pulei de tanta felicidade,
Já vivi de amor e fiz juras eternas,
- E quebrei a cara muitas vezes!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
Já liguei só para escutar uma voz,
Apaixonei-me por um sorriso,
Já pensei que fosse morrer de tanta saudade
E tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).
Mas vivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida.
E você também não deveria passar!
Viva!
Bom mesmo é ir à luta com determinação,
Abraçar a vida com paixão,
Perder com classe
E vencer com ousadia,
Porque o mundo pertence a quem se atreve
E a vida é "muito" para ser insignificante.
domingo, 10 de outubro de 2010
Marcas eternas
"Há pessoas que falam
e nem as escutamos...
Há pessoas que nos ferem
e nem cicatrizes nos deixam...
Mas há pessoas que simplesmente
aparecem em nossas vidas...
e nos marcam para sempre..."
(Cecília Meirelles)
domingo, 11 de julho de 2010
O Mar – Leila Diniz
Sem dúvida, a poesia é atemporal...
Hoje, dia da grande final da Copa do Mundo de Futebol 2010, trago, do passado (1965), um poema da saudosa atriz Leila Diniz, musicado por Milton Nascimento (LP Sentinela, 1980), que trata de um duelo político entre duas potências da era das grandes navegações: Espanha e Holanda. No século XVII, esses dois países disputaram o “monopólio” do mar.
Quatro séculos depois, espanhóis e holandeses se enfrentaram, mais uma vez, nesta tarde, para obter uma taça. Foi um duelo desportivo pelo título de “Campeões do futebol mundial pelos próximos quatro anos”. A Espanha foi feliz vencedora.
Imagem: Google
Agora, confira o poema:
O Mar – Leila Diniz
Brigam Espanha e Holanda
Pelos direitos do mar
O mar é das gaivotas
Que nele sabem voar
O mar é das gaivotas
E de quem sabe navegar.
Brigam Espanha e Holanda
Pelos direitos do mar
Brigam Espanha e Holanda
Porque não sabem que o mar
É de quem o sabe amar.
Do livro: "Leila Diniz", Editora Brasiliense, 1983, SP
sábado, 5 de junho de 2010
05.06.10 - Ser livre
Imagem da Web sem indicação de autoria
“Ser livre é não ser escravo das culpas do passado
Nem das preocupações do amanhã.
Ser livre é ter tempo para as coisas que se ama.
É abraçar, se entregar, sonhar, recomeçar tudo de novo.
É desenvolver a arte de pensar e proteger a emoção.
Mas, acima de tudo,
Ser livre é ter um caso de amor
Com a própria existência.
E desvendar seus mistérios.”
[Augusto Cury]
domingo, 10 de maio de 2009
10.05.09 - Mãe
Imagem: Clip-art Montagem: SelenePedi a ajuda de Mário Quintana para fazer uma homenagem a você, mãe, que merece todo respeito e amor de seus filhos.
Mãe...são três letras apenas
As desse nome bendito:
Também o céu tem três letras
E nelas cabe o infinito
Para louvar a nossa mãe,
Todo bem que se disser
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer
Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do CÉU
E apenas menor que Deus!
Mário de Miranda Quintana (1906 —1994) - foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro.
quinta-feira, 5 de março de 2009
05.03.09 - Poesia
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